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Cenário social brasileiro precisa de empresas que entendam a importância de ações sustentáveis


A palestra “Responsabilidade social corporativa e seu impacto na comunidade” realizada no Congresso Nacional de Hospitais Privados (Conahp), reuniu Andreza Machado, gerente de voluntariado da AMBEV, Fernando Torelly, CEO do HCor, e Paulo Chapchap, conselheiro estratégico do negócio de hospitais e oncologia da Dasa. A mediação do bate-papo foi realizada por Denise Santos, CEO da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

É imperativo às empresas a necessidade de se dedicarem, em algum grau, ao exercício cotidiano da responsabilidade social. Fernando Torelly ressaltou que o Brasil cresceu exponencialmente nos últimos anos: aumentou-se o número de habitantes e de suas expectativas de vida. Segundo ele, a desigualdade também acompanhou esse crescimento e “existe uma diferença de quase 40% entre a expectativa de vida de pessoas nascidas em bairros ricos e pobres em São Paulo, além de uma taxa de desemprego em quase 14%, gerando uma crise social preocupante. É aí que entra a responsabilidade das nossas empresas.” Torelly afirmou que sua experiência à frente do Hcor colocou a responsabilidade social como core da instituição. “Não é um programa ou projeto. É a finalidade pela qual a instituição nasceu e existe até hoje”, conta o CEO.

Por meio de um olhar de fora do segmento da saúde, Andreza Machado compartilhou sua experiência e explicou sobre um conceito que denomina “conhecimento compartilhado”, onde todas as ações são pensadas no modelo ganha-ganha. “Para nós, só faz sentido se for bom para nossa empresa e bom para a comunidade em torno. É impossível que uma empresa cresça infinito se a sociedade caminhar na contramão.” Para Andresa, quando se pensa em longevidade empresarial, precisa-se entender que a sociedade também tem um papel importante nesse processo.

Sobre o assunto crescimento sustentável, Chapchap reforçou a urgência que o cenário atual pede no desenvolvimento de ações de impacto e relevância social. Para o conselheiro, é importante que as ações incluam principalmente uma ampla participação na finalidade do negócio e na transformação social. As duas coisas estão conectas e precisam estar claras no propósito da empresa. “Antes de qualquer ação transformadora, é preciso definir com muita clareza a que se propõe a instituição: não só para a liderança, como para todo o corpo de funcionários. A consciência da necessidade de um propósito para além do crescimento e faturamento da empresa é fundamental”, finaliza.

Em consenso, os participantes também enfatizaram a importância de ações internas nas empresas de cuidado com a saúde mental dos funcionários, considerando extremamente relevante a criação de ambientes psicologicamente seguros, especialmente diante do cenário desafiador em que vivemos. Uma das soluções propostas pelos debatedores foi o exercício de se falar abertamente sobre dificuldades e vulnerabilidades para uma transformação genuína dos ambientes corporativos atuais.

Fonte:Anahp